Os planos de saúde com coparticipação oferecidos por empresas aos funcionários cresceu de 67% para 71% nos últimos dois anos. Esse tipo de contrato prevê que o usuário pague um percentual dos serviços médicos, além da mensalidade. Os dados são da Pesquisa de Benefícios 2018-2019 divulgada pelo mercado segurador, que ouviu 640 empresas e 2,3 milhões de trabalhadores.
Já os planos de saúde em geral fecharam o ano com alta de 0,4% no número de clientes, em comparação ao ano anterior (IESS)Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. Esta foi a primeira elevação desde 2014. No período compreendido entre 2014 e 2017, o setor de saúde suplementar só registrava perdas. Mais de 3 milhões de consumidores perderam os planos de saúde.
O setor encerrou um ano com aumento de beneficiários, o que não acontecia desde 2014. São Paulo, o maior mercado de planos de saúde do País, fechou o ano com impulso de 0,3% no total de vínculos médico-hospitalares ou 58,3 mil novos vínculos – o Estado representa mais de um terço (36,3%) do total do mercado nacional.
A tendência é que a saúde suplementar volte a apresentar resultados positivos. Especialistas afirmam que o processo de recuperação de beneficiários está atrelado ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos formais.
Os setores de Recursos Humanos já entendem que os planos de saúde são as principais ferramentas estratégicas diante de todos os benefícios (obrigatórios ou não), pois com eles as empresas de todos os portes conseguem engajar e reter talentos – objetivo principal dos empreendedores em momentos de retomada econômica.
