Eventos como ocorreu no estado do rio Grande do Sul, causam danos extensos a infraestrutura das cidades as propriedades e aos meios de subsistência das pessoas. Os custos de reconstrução e reparo podem ser enormes e isso afeta os indivíduos, as empresas e causam impacto econômico que podem levar anos para se recuperarem.
É aqui onde os seguros desempenham um papel importante na sociedade, pois eles oferecem um respaldo financeiro de extrema importância em tempos de crise, e em determinados tipos de seguros cobrem uma variedade de danos, que inclui a propriedade, perda de renda, custos médicos e inclusive evacuações
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias provocaram a mortes e um rastro de destruição, a ajuda financeira do governo pode ser insuficiente e muitas vezes burocrática.
Para alguns moradores mais isolados do campo as perdas estão sendo classificadas como “sem precedentes” e muitos não tem um seguro que possa aliviar financeiramente a reconstrução e reparos das perdas. Diante da extensão do desastre provocado pela catástrofe climática, podemos analisar e fazer uma breve avaliação inerente ao setor financeiro e securitário brasileiro diante à tragédia.
Em uma avaliação inicial de que se pode fazer e de forma preliminar, algumas instituições bancarias e seguradoras que estão listadas em bolsa, estariam mais expostas à catástrofe, dentre os bancos o resultado esperado, é o Banrisul é o banco mais exposto, e que esse tem uma operações ampla no estado do Rio Grande do Sul. Já no setor de seguros, a seguradora mais exposta é um ressegurador, o conhecido IRB.
Os efeitos para a economia não se restringem apenas aos gaúchos, mas também a brasileira. Segundo os relatórios financeiros o estado Rio Grandense responde por cerca de 8,6% do peso atual da inflação e representa algo próximo de 6,5% no PIB brasileiro e o estado tem uma economia bem diversificada, com peso considerável proveniente principalmente do setor agro a repercussão dos acontecimentos pode espalhar-se pela economia em geral, particularmente através do aumento dos preços dos alimentos, que inclusive algumas fontes do próprio governo já falam em importar derivados agrícolas como arros, feijão e outros produtos, afim de evitar possível aumentos nos alimentos e impactar a inflação.
O que mais preocupa no momento segundo o mercado são as perdas na produção no campo em especial de soja. Neste caso, consideram que os impactos indiretos sobre o IPCA tendem a ser limitados, dada a evolução da colheita no Brasil e dos estoques disponíveis. Da mesma forma, as perdas para a pecuária e produção de carne de frango devem se converter em altas localizadas de preços já que os grandes produtores se beneficiam pelos seguros contratos.
Em resumo, os seguros fornecem um poderoso respaldo financeiro e incentivam a adoção de medidas de mitigação de riscos, ajudando a proteger comunidades e a economia local, evitando o desequilíbrio macroeconómico que pode atingir um país.
