O que faz um planejador financeiro?

O que faz um planejador financeiro?

A profissão de planejador financeiro ainda não é regulamentada no Brasil, mas tem crescido de forma relevante, principalmente diante do atual momento da sociedade, que pede uma maior atenção para assuntos de planejamento financeiro, seguros e investimentos inteligentes. É fato que precisamos nos reinventar e organizar a nossa vida financeira ainda mais.

Dentre as funções e o escopo de trabalho do planejador, a principal, sem dúvidas, está diretamente ligada a ajudar a criar, de acordo com o perfil de cada cliente, um plano de ação com objetivos claros para atingir metas e estratégias de curto, médio e longo prazo.

Embora não haja a obrigatoriedade deste profissional conquistar aprovação na avaliação CFP® (Certified Financial Planner) para atuar na profissão, o planejador que tem a certificação vem com um ‘selo de qualidade’ importante, e precisa aderir ao código de ética da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros ), além de seguir os 8 princípios da profissão. A seguir explico como funciona cada um deles.

O primeiro princípio, que é CLIENTE EM PRIMEIRO LUGAR é auto explicativo. Diz que na relação entre planejador e cliente, o cliente deve estar em primeiro lugar. Já o princípio INTEGRIDADE estabelece que não se deve mentir nem omitir informações do cliente. No de OBJETIVIDADE é necessário avaliar o perfil de risco do cliente e traçar o plano de objetivos levando este perfil em consideração.

No que se refere a PROBIDADE, é que caso exista um conflito de interesses, é indispensável que o cliente seja informado, como por exemplo quando o planejador recebe alguma remuneração extra, além da que já recebe do cliente, vinda diretamente dos prestadores de serviço que indicam para serviços jurídicos, investimentos, seguros, fiscais, contábeis, entre outros. É necessário estar atento aos cumprimentos destas regularidades.

A CONDUTA PROFISSIONAL é imprescindível para o uso da marca CFP®. A Reputação ilibada e ações de acordo com os princípios e código de ética da Planejar.

O princípio COMPETÊNCIA delimita o escopo. A regra é “ou sabe, ou indica”. Entende-se que o conhecimento do planejador é generalista, e caso o profissional queira atuar diretamente com alguma área, como por exemplo a de investimentos, deve registrar-se na CVM ( Comissão de Valores Mobiliários). Por mais que este profissional possa ter um conhecimento amplo de algumas áreas complementares, é função dele sempre indicar um profissional, para seguir as normas mencionadas pelos órgãos reguladores. Um advogado para temas jurídicos, um corretor de seguros para produtos de proteção, um contador para assuntos fiscais, um assessor de investimentos para alocação de carteira, e assim por diante.

Quanto à CONFIDENCIALIDADE, todas as informações conversadas com o planejador são confidenciais, a menos que o cliente autorize passar para um profissional indicado como no exemplo acima, e claro, as exceções legais. Já a DILIGÊNCIA prega que caso este não esteja apto a fazer o trabalho diretamente ou por algum motivo o repasse para alguém da equipe, o responsável momentâneo deve ter um papel de supervisão.

O planejamento financeiro segue algumas etapas importantes, e pode ser contratado para um trabalho específico e pontual ou para um projeto de longo prazo com acompanhamento constante e estratégico.

A primeira etapa do planejamento financeiro é definir e estabelecer o relacionamento com o cliente, entendendo que tipo de serviço ele irá contratar. A segunda etapa será coletar informações para analisar as informações passadas , na terceira, entender a situação financeira do cliente, de preferência com uma visão 360 graus sobre os mais diversos aspectos da vida do cliente.

Através deste entendimento, a quarta etapa será desenvolver as recomendações de ações e projetos. Enquanto a quinta etapa consiste em ajudar a implementá-las, para então, por fim, monitorar toda a situação.

O planejador pode ser remunerado de diferentes formas, e isto deve ser negociado diretamente com o cliente. Ele pode cobrar uma tarifa única pelo estudo, uma mensalidade pelo acompanhamento do projeto, uma taxa de performance conforme o cliente vá atingindo seus objetivos, além de comissões, e até mesmo uma mistura de tudo isto.

Todavia, diante desses argumentos, é possível concluir que trata-se de um profissional no qual o cliente deve ter máxima confiança. Por isso, é recomendado um estudo aprofundado das competências e histórico do profissional.

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