O que esperar dos planos de saúde no pós pandemia?

O que esperar dos planos de saúde no pós pandemia?

Você sabia que em todas as projeções de cenários para o futuro, o Brasil é um dos poucos países que menos aumentará o gasto público per capita com serviços de saúde? E mudar esse cenário é imprescindível para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), e consequentemente os planos de saúde suplementares.

A crise sanitária que vivemos acentua ainda mais a necessidade de um sistema de saúde forte e robusto. O SUS ganhou visibilidade nesse contexto e sua importância ficou evidente, mas a prospecção de cenários futuros a médio prazo mostra que questões estruturais de nosso sistema de saúde, como o seu financiamento, não estão sendo incorporadas no planejamento do país.

É fato que a epidemia do novo coronavírus gerou uma enorme instabilidade nos mais diversos setores da economia brasileira, e não foi diferente com a saúde suplementar – atividade que envolve a operação de planos e seguros privados de assistência médica à saúde.

Essa instabilidade promoveu alterações nos comportamentos com a reinvenção da formação médica e os procedimentos de teleatendimento. A mudança de paradigma é uma das várias transformações que se fizeram presentes nos últimos meses e que irão nortear os próximos passos dos empreendimentos do setor depois da pandemia. Podemos citar também outras tendências que terão forte destaque na saúde suplementar após a pandemia, tais como o crescimento da adesão à telemedicina e o uso de inovações tecnológicas na área da saúde.

Ou seja: o quadro para as operadoras de saúde suplementar e as seguradoras de planos de saúde no pós-pandemia é de fortalecimento! E isso acontecerá desde que desempenhem a gestão inteligente de seus custos assistenciais.

Com esse contexto, pode-se dizer que o mercado de planos de saúde pode ganhar um grande impulso. A procura pela eficiência de recursos conduzirá a gestão empresarial nos próximos anos e será um fator fundamental para a sobrevivência e sucesso de negócios, principalmente, os da área da saúde.

Desde que a Covid-19 foi declarada pandemia, muitas empresas fecharam ou reduziram suas equipes de trabalho, isso contribuiu diretamente para o aumento do desemprego e retração da economia. O resultado desse cenário foi a alta perda de contratos de plano de saúde individuais e, principalmente, familiares. E esses usuários, em sua maioria, migraram para o SUS, gerando ainda mais sobrecarga no sistema.

Diante da disseminação de infecção pela Covid-19 e do consequente distanciamento social, a prioridade de ter um plano de saúde ainda foi mantida. No entanto, houve crescimento da inadimplência. Porém, há sinais de que essa situação esteja mudando, apesar da morosidade da retomada da economia. Afirmo isso levando em consideração o avanço da vacinação, foco das pessoas na adoção de uma vida mais saudável, atenção voltada à higiene básica e o comportamento de distanciamento social. Essas questões trazem consciência sobre a relevância da medicina e a necessidade rápida de volta ao trabalho.

Outro fator que indica o fortalecimento dos planos de saúde é a busca por operadoras de saúde com produtos de atenção primária, os quais estão crescendo bastante entre as populações presentes em zonas de grande contaminação pelo vírus. Após a crise imposta pela Covid-19, as operadoras poderão criar e oferecer produtos voltados à públicos específicos. Isso pode ajudar a equilibrar as despesas e custos delas, tendo por base a integralização do cuidado.

Outra percepção é a necessidade de se ter um plano de saúde, de extrema importância para não depender de um sistema já quase colapsado, como o SUS. Com o fortalecimento da saúde suplementar, as grandes operadoras e companhias de seguro saúde têm, desde agora, um melhor preparo para agir diante de possíveis crises. Visto o regime de protocolos e políticas internas muito mais estruturado e competente, observou-se que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou o reajuste negativo dos planos de saúde individuais e familiares. Torcemos para que esses protocolos tornem-se permanentes, proporcionando assim menores reajustes a cada ano.

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