Mercado de Seguros: o que esperar no futuro?

Mercado de Seguros: o que esperar no futuro?

Com a pandemia ainda em curso, o setor de seguros que já vinha sinalizando mudanças, acelerou fortemente com consolidação de serviços online e digital. Ainda com o isolamento social e redução dos recursos financeiros, o mercado segurador teve que se reinventar, estudando novos processos e até mesmo novos produtos para um público novo. Tudo isso aconteceu com uma velocidade espantosa e o setor de seguros foi intensamente transformado.

Hoje, os negócios com seguros são quase em sua totalidade feitos de forma virtual, pelo menos em grande parte dos processos. As ferramentas digitais geradas constituem o instrumento de trabalho do profissional de seguros.

Diante disso, o que se pode esperar? 

Buscando apontar algumas tendências para o mercado de seguros brasileiro nos próximos anos, podemos mensurar algumas, tais como:

·        O uso de novas tecnologias é um forte aliado das seguradoras e dos corretores de seguros. Primeiramente, nas fases de subscrição do seguro (análise mais minuciosa dos riscos, resultando em preços adequados ao perfil de cada consumidor) e regulação de sinistros (auxiliando, entre outras coisas, na constatação de indícios de fraudes dos segurados). Mas também, nas tomadas de decisões do corretor para o seu cliente;

·        Com o avanço digital, a contratação online de seguros, por meio de aplicativos nos celulares tende a se multiplicar, tanto em virtude de mudanças comportamentais dos consumidores quanto em razão da tendência examinada a seguir, uma vez que sabemos ser possível contratar um seguro automóvel de forma online;

·        A base de dados de clientes é a principal proteção nesse “novo normal” do mundo digital. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já em vigor, há de se esperar um movimento das seguradoras para estarem em conformidade com as novas diretrizes regulatórias inerentes a essa importante área. Embora tal tendência de preocupação com a privacidade dos consumidores seja global, certamente no Brasil ela é influenciada pelas mais rigorosas sanções administrativas, vislumbradas nos próximos meses ou anos.

·        Movimentos de desburocratização de processos. No primeiro item do plano de regulação da Susep – 2021 (Deliberação 243/2020), consta a Revisão e consolidação dos atos normativos da Susep, a qual visa “melhorar a técnica legislativa e simplificar os processos, dando transparência e publicidade aos atos normativos”;

·        Outro quadro é com a telemedicina, que desponta com mais força ainda em razão do isolamento promovido pela pandemia. Para esse contexto, o atendimento feito à distância com o médico no consultório e o paciente em sua residência permite a realização de consultas e até diagnósticos. E assim observa- se um interesse em ascensão do profissional pelos seguros de RC (responsabilidade Civil Médico) para cobertura de possíveis erros médicos. O objetivo é levar mais tranquilidade para os profissionais que farão o atendimento.

·        Já com relação à contratação online, a expressão insurtechs será cada vez mais utilizada e ouvida. Por exemplo, é possível realizar a contratação de um seguro de vida ou até uma previdência complementar de modo customizável e totalmente online. Trata-se de operação simples que envolve desde a cotação até a assinatura digital da proposta.

Essas, são na verdade, operações que podem ser realizadas a partir do próprio celular do interessado, com informações simples, escolha de cobertura e assinatura: tudo ocorre no ambiente digital entre o interessado e a corretora de seguros. Assim trata-se de uma facilidade, mas que já se mostra efetiva e com previsão de continuidade, e vejo mais como um motivo para a atualização permanente de dados e uso da tecnologia pelo corretor e isso por si só já demonstra um diferencial no mercado.

Nos anos de 2021 e 2022 prometem ser os anos do desabrochar das insurtechs no Brasil. Seguradoras e Corretoras tecnológicas trazem soluções inovadoras para o mercado de seguros, beneficiando os segurados e seguradores, bem como, salvo exceções, os próprios corretores.

Portanto, estar conectado com o seu tempo deve ser entendido de modo literal e ao pé da letra. Para que assim, as melhores coberturas com maior custo-benefício, atendam às necessidades de todos os consumidores.