Indústria de fundos de investimentos tem aportes líquidos de R$35,4 bilhões em março de 2021

Indústria de fundos de investimentos tem aportes líquidos de R$35,4 bilhões em março de 2021

O mês de março foi marcado por incertezas em função dos efeitos na economia em consequência do avanço da Covid-19. Ainda assim, a indústria de fundos de investimentos encerrou com aporte líquido de R$35,4 bilhões no período.

No primeiro trimestre de 2021, o segmento acumulou R$83,8 bilhões em entrada líquida, o que corresponde a um aumento de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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 A classe com a maior captação líquida no mês foi a de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), do tipo Agro, Indústria e Comércio, com R$12,6 bilhões. No acumulado deste ano, esta classe apresentou entrada líquida de recursos na ordem de R$17,5 bilhões.

Esse resultado de março é decorrente de R$10,8 bilhões em aporte líquido no fundo mais representativo dentro desta classe, chegando a R$17,7 bilhões somente em 2021 – no mesmo período do ano anterior, esse fundo havia resgatado R$6,3 bilhões líquidos, mostrando a força do Agronegócio no país, representado por 21,4% (R$1,55 tri) do PIB em 2019.

Em seguida, a classe renda fixa exibiu aporte líquido de R$12,1 bilhões em março, totalizando R$61,4 bilhões no ano. Dentro da classe, o tipo “duração baixo soberano” (100% em títulos públicos com duração média dos ativos menor que 21 dias úteis), captou R$22 bilhões líquidos no mês. Em ambos os períodos, os saldos foram influenciados por movimentos concentrados, sobretudo, em fundos com baixa duração.

Na classe das ações, houve saldo líquido positivo de R$6 bilhões neste mês, registrando saída líquida no ano de R$11,2 bilhões. Este último saldo é justificado por dois eventos atípicos, em especial a amortização de um fundo de pensão (efeito de redução), com R$ 43,9 bilhões; e a alteração da classe de um fundo FIP para ações (efeito de aumento), com PL próximo de R$20 bilhões. Isso significa que, no ano, aproximadamente R$13 bilhões líquidos foram de movimentos pulverizados. Entre os tipos da classe, o de ações livres recebeu aporte líquido no valor de R$3,6 bilhões no mês.

A classe multimercados encerrou março com entrada líquida de R$5 bilhões, alcançando R$24,6 bilhões no ano, resultado abaixo apenas do segmento de renda fixa. A classe teve 4 dos 11 tipos com captação líquida positiva no mês, tendo “multimercados livre” e “investimento no exterior” atingindo os maiores resultados líquidos, R$3,8 bilhões e R$3 bilhões, respectivamente.

Com relação às rentabilidades, analisando os tipos com o maior PL de cada classe, de “duração baixa soberano” (PL de R$548,8 bilhões) da classe renda fixa performou 0,15% e 0,34%, mês e ano, respectivamente. Na classe das ações, a maioria dos tipos ficou com suas rentabilidades positivas em março (11 de 12); o ações livre (PL de R$278 bilhões) rentabilizou 2,60% no período e desvalorizou 0,23% no ano. Na classe multimercados, o investimento no exterior (PL de R$588,3 bilhões) avançou 0,97% em março e acumula variação de 2,71% em 2021.

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Fonte: Anbima

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