As Paralimpíadas de Tóquio 2020 acabaram de começar e já temos certeza que deixarão saudades. Nos dias de competições, o Brasil e o mundo inteiro passarão a ver as pessoas portadoras de deficiências físicas disputando pelo maior número de medalhas para seus países. Mas qual a relação entre os atletas paralímpicos e o mercado de seguros?
Daniel Dias, nadador e um dos atletas paralímpicos mais bem sucedidos, mantém 24 medalhas em três edições de Jogos Paralímpicos. Agora em Tóquio, este ano, o atleta vai disputar quatro provas individuais e uma de revezamento. Por três vezes, nos anos de 2009, 2013 e 2016, Daniel Dias foi condecorado com o Prêmio Laureus, considerado o “Oscar do esporte”, na categoria de melhor atleta paralímpico. Personalidades como Pelé, Ronaldo, Michael Phelps, e Michael Schumacher são alguns que também já levaram a premiação.
Contudo, o atleta anunciou que, depois das Paralimpíadas de Tóquio,irá se aposentar de sua carreira como atleta. Mas aí vem a pergunta: o que vem depois da aposentadoria de um atleta?
Os atletas de alto rendimento dedicam boa parte da vida aos treinos e a uma rotina cheia de esforços e disciplina. O calendário daqueles que testam seus limites constantemente é pautado por treinamentos e competições. Mas, após muitos anos de dedicação ao mundo das competições, é necessário repensar as projeções para o futuro, tendo em mente a aposentadoria.
Ao longo da carreira é importante que o atleta tenha como objetivo de vida alternativas não só no campo técnico esportivo, mas também no âmbito do empreendedorismo. Para os atletas que estão planejando sua transição de carreira, expandir o seu leque de oportunidades para além do alto rendimento é uma boa estratégia.
Desejar ocupar vagas no mercado formal e desempenhar uma atividade que lhe dê segurança financeira no futuro deve ser somado ao conhecimento técnico voltado a uma carreira profissional. Aplicar metodologias financeiras e de proteção com certeza ajudarão a definir os passos de carreira e o percurso pré e pós-aposentadoria.
Segundo dados levantados em 2019 pelo IBGE, pelo menos 45 milhões de brasileiros são considerados PCD’s (Pessoas com Deficiência). Isso significa 25% do total de pessoas em nosso país. Durante anos houve uma luta brutal pela necessidade de políticas públicas para as inclusões deste público na sociedade e tem se observado uma crescente adesão da acessibilidade e da criação de vagas de ensino e emprego para pessoas com deficiências. Diante desta perspectiva, nos perguntamos: como essa numerosa parcela da população, inclusive atletas paralímpicos, estão sendo atendidos pelo Mercado de Seguros?
Se tomarmos como base o âmbito da saúde, será que uma pessoa que utiliza próteses de membros tem cobertura em qualquer plano de saúde? A resposta é sim – porém, com algumas restrições.
Segundo a lei 9.656/98, que dispõe sobre os Planos Privados de Assistência à Saúde, as próteses e seus acessórios não serão fornecidos quando não estiverem ligados ao ato cirúrgico. Ou seja: todas as doenças ou deficiências que resultem em risco à vida dos beneficiários de planos médicos e que possam ser tratadas através de cirurgias com a colocação de prótese, terão todo o procedimento cobertos.
Além disso, uma pessoa portadora de deficiência pode e deve contratar um seguro de vida. Como os demais consumidores, devem apenas informar graus de invalidez e a pré-existência de qualquer patologia. A recusa por parte da seguradora, em muitos casos, pode e vai revelar discriminação, o que tem punição prevista em lei.
Em resumo, apesar do Mercado de Seguros já oferecer produtos e serviços para pessoas com deficiência, como os atletas paralímpicos, ainda devemos tomar como missão inovar e aumentar ainda mais o leque de benefícios para suas vidas.
